Tomografia Cone Beam

Tomografia Computadorizada Cone Beam, Tomografia Prexion, Tomografia i-CAT, Pequenos Volumes em Alta Resolução (Prexion), Grandes e Médios Volumes (i-CAT).
Prexion: Disponível na Unidade: Cuiabá-MT       |       i-CAT: Disponível nas Unidades: Cuiabá-MT e Dourados-MS

A cada momento observam-se mudanças de paradigmas e dogmas em diferentes segmentos da sociedade. A revolução industrial alterou a forma de vida de muitos povos. O mundo contemporâneo presencia um dos agentes responsáveis pela revolução do momento, a informática, que particularmente beneficiou as áreas da saúde. A aplicação dos benefícios e suas relações com os distintos setores da saúde permitiram importante economia de tempo, além de influenciar na qualidade de vida. A biotecnologia revolucionou o pensamento atual.

A radiologia presencia uma constante revolução, desde a descoberta dos raios X por Röntgen, em 1895. Novas tecnologias abrem outros horizontes. As variações de angulações propostas por Clark e o desenvolvimento da radiografia panorâmica por Paatero direcionaram para diferentes aplicações dos raios X na odontologia. Recentemente, a tomografia coputadorizada cone beam (CBCT, feixe cônico) introduziu a terceira dimensão na odontologia, beneficiando especialidades que até então não usufruíam da TC médica por falta de especificidade.

Hoje, a CBCT permite uma visualização de uma imagem tridimensional, em que um novo plano é adicionado, a profundidade. Sua aplicação clínica permite elevada acurácia, e se direciona a quase todas as áreas da odontologia – cirurgia, implantodontia, ortodontia, endodontia, periodontia, distúrbio temporomandibular, diagnóstico por imagens, etc. A visão real da associação destes indicadores aos aspectos clínicos, projeta a quarta dimensão, marcada pela necessidade de tempo e espaço.

Vários trabalhos mostraram importantes indicações e aplicações para a CBCT1-35. Assim, constitui objetivo do presente estudo discutir esta nova tecnologia que certamente representa um marco na odontologia contemporânea.

Tomografia computadorizada médica

Tomografia é um termo genérico para exemplificar uma imagem de uma secção do corpo humano. A tomografia computadorizada médica foi desenvolvida na Inglaterra em 1972 por Hounsfield & Comark7,31, o que representou uma das maiores revoluções científicas da atualidade, o que os consagraram com o prêmio Nobel de medicina de 1979. A tomografia computadorizada é uma importante ferramenta para a visualização tridimensional das estruturas anatômicas e de processos patológicos.

Figura 1. Representação esquemática de tomografia computadorizada médica.

Figura 1. Representação esquemática de tomografia computadorizada médica.

 

Para a tomada de uma tomografia computadorizada (TC), o paciente deita em uma mesa que desliza por uma abertura chamada de gantry. O gantry contém o tubo de raios X e os sensores (cristais de cintilação), unidos por um suporte em forma de anel. A tomografia médica tradicional utiliza um feixe colimado de radiação, em forma de leque, que são captados pelos sensores (Figura 1). A cada giro de 360º ao redor do paciente, fatias são capturadas e transferidas para o computador que identificam as variações de atenuação dos tecidos e utiliza complexos cálculos matemáticos para a formação da imagem 11,18. Aparelhos de TC de nova geração possuem movimentação sincronizada da mesa e do tubo de raios X, o que possibilita o fluxo do feixe de raios X de forma helicoidal (ou espiral), o que diminui o tempo de exposição e melhora a qualidade da imagem. A tecnologia atual é o sistema multislice, com vários anéis de detectores, maior área por rotação do gantry16.

A tomografia computadorizada médica não foi amplamente difundida na odontologia, apesar dos avanços tecnológicos devido a uma série de limitações, tais como13,31: alta dose de radiação ao paciente; baixa resolução para odontologia; tamanho amplo do equipamento e necessidade de uma sala especial para realização do exame; alto custo do equipamento e conseqüentemente do exame; limitação dos protocolos específicos para odontologia; dificuldade de comunicação profissional entre médicos e dentistas.

Tomografia computadorizada cone beam (tomografia de feixe cônico)

A tomografia cone beam proporciona uma menor dose de radiação e uma qualidade maior de imagem do que a tomografia médica, com distinção de estruturas delicadas, como do esmalte, dentina, cavidade pulpar e cortical alveolar 13 .

A tomografia cone beam foi utilizada de forma restrita em medicina. O pioneirismo do aprimoramento desta técnica para odontologia se desenvolveu no Japão por Arai et al.1, considerado o pai da tomografia cone beam na odontologia (Universidade de Nihon,1997). O protótipo desenvolvido constituía-se de um tomógrafo de alta resolução, modificando um aparelho Scanora (Soredex Corporation, Helsinki, Finland), chamado de ortho-ct. A seguir, Mozzo et al.27 foram responsáveis pelo primeiro tomógrafo comercial (Newton – 9000). Entre os principais modelos no mercado mundial encontram-se: I-Cat (Imaging Sciences-Kavo) (Figura 2); Newtom 3G (Newtom Dental); 3D Accuitomo (J. Morita MFG Corp, Japan); ProMax 3D (Planmeca); CB MercuRay (Hitachi), Iluma (Imtec Imaging); PreXion (TeraRecon); Galilleos (Sirona); Picasso (Ewoo).

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Figura 2. Aparelhos de CBCT – a, Accuitomo 3D, b, I-Cat.

Componentes mecânicos do aparelho cone beam

O tomógrafo cone beam é compacto quando comparado aos tomógrafos médicos. O paciente fica em pé, sentado ou em posição de supino dependendo do modelo utilizado. O tomógrafo é constituído por um tubo que emite raios X pulsátil em forma de um feixe cônico de radiação e, um sensor, unidos por um braço, semelhante ao de um aparelho panorâmico. Uma cadeira ou mesa motorizada juntamente com sistemas de suporte de queixo e cabeça completam o aparelho que é ligado a um computador comum, sem necessidade de uma estação de trabalho (Workstation) específica.

Existem 2 tipos de sensores para a tecnologia cone beam: Intensificador de Imagem e o Flat Panel. A primeira geração de tomógrafos cone beam utilizava o sistema intensificador de imagem de 8bits. Com a evolução dos aparelhos, o sensor Flat Panel passou a ser mais utilizado pelas vantagens que oferece, pois produz imagens livres de distorções e com menor ruído, não são sensíveis a campos magnéticos e não precisam de calibração freqüente27. Atualmente os sensores flat panel possuem 12 a 16 bits. Quanto maior a quantidade de bits, maior a quantidade de tons de cinza.

Aquisição de imagem

O braço contendo o sensor e o tubo de raios X gira em torno do paciente, adquirindo múltiplas imagens bidimensionais em diferentes projeções. O número de projeções varia entre 250 a 600 imagens adquiridas dentro um giro de 180 a 360 graus. O tempo de execução do exame geralmente ocorre entre 8 a 40 segundos, mas como o raio X é pulsátil 33, o tempo de exposição é bem menor. O sistema cone beam é muito sensível a movimento da cabeça do paciente, portanto, o mesmo deve ficar imóvel, durante a aquisição de imagem. Aparelhos com sistema de contenção adequado favorecem a imobilidade do paciente.

Volume e processamento da imagem

As imagens obtidas das múltiplas exposições geram um volume cilíndrico e o computador realiza a reconstrução primária. Depois, para trabalho, executam-se reconstruções secundárias da imagem de acordo com as necessidades e com os protocolos de atendimento. Além dos cortes, pode-se gerar a partir da tomografia cone beam, imagens planas ou tridimensionais (Figura 3) da radiografia panorâmica em tamanho real de 1:1, imagem da teleradiografia lateral, frontal, e muitos outros exames com uma nitidez muito maior do que os exames convencionais 24,33.

Figura 3 – Reconstrução tridimensional de imagens em norma lateral, frontal e panorâmica.

Figura 3 – Reconstrução tridimensional de imagens em norma lateral, frontal e panorâmica.

As imagens digitais são formadas por pequenos pontos, a menor unidade destas, que são pequenos quadrados com medidas laterais idênticas, largura (x) e altura (y), sendo chamado de pixel. Como a tomografia é um volume tridimensional, um novo plano é adicionado, a profundidade (z), constituindo então não mais um quadrado e sim um cubo, chamado de voxel (Figura 4). A tomografia cone beam possui voxel isométrico 10 (voxel com altura, largura e profundidade de iguais dimensões) e voxel isomorfo, aumentado a capacidade de reproduzir detalhes dos tecidos duros com maior nitidez e clareza do que as tomografias médicas (que não possuem voxels isométricos), especialmente de estruturas delicadas, como por exemplo, lâmina dura. Teoricamente quanto menor o tamanho do voxel, mais nítida tende ser a imagem, mas outros fatores como a qualidade do sensor, projeto do aparelho, estabilidade do paciente e software interferem na nitidez final.

Figura 4. Representação esquemática da formatação dos voxels a partir do volume adquirido.

Figura 4. Representação esquemática da formatação dos voxels a partir do volume adquirido.

No sistema de TC médica o processamento do exame é realizado em um computador servidor específico, de alto custo. Na tomografia cone beam é utilizado um computador convencional, com alto desempenho, aspecto beneficiado pelos avanços dos processadores atuais com núcleo duplo, barateamento da memória Ram e preço mais accessível de Hard Disc (HD) de grande capacidade de armazenamento.

Assim como na tomografia médica tradicional, no sistema cone beam pode-se exportar as imagens em arquivo Dicom (Digital Imaging and Communications in Medicine). O arquivo Dicom foi desenvolvido especialmente para a área médica com a finalidade de integrar e visualizar diversas modalidades de imagens em um único sistema de arquivamento digital. O sistema Dicom pode armazenar dados técnicos da aquisição do exame, data, informações clínicas do paciente, etc. As imagens Dicom podem ser abertas em softwares específicos. Estes arquivos podem então ser convertidos para o formato STL para a realização de modelos tridimensionais.

Tipos de aparelhos cone beam
Os aparelhos de tomografia cone beam possuem características próprias e diferem quanto ao tipo de sensor, tamanho do campo de imagem (Field of View – FOV), resolução e software. Essas diferenças fazem com que certos aparelhos sejam mais indicados para determinadas especialidades, como a endodontia na qual uma imagem em alta resolução se faz necessário, diferindo da ortodontia que necessita de uma área mais abrangente de grande volume. Pode-se classificar os tomógrafos cone beam pelo tamanho de seu campo de imagem (FOV): 1. aparelhos de pequeno volume; 2. aparelhos de grande volume; 3. aparelhos de grande e pequeno volume.

  • Aparelhos de pequeno volume:
    Os tomógrafos de pequeno volume (Figura 5) possuem um FOV de até 8×8 cm. A vantagem desta aquisição é poder avaliar apenas as regiões de interesse, em alta resolução, sem expor o paciente à radiação em áreas sem interesse, de forma desnecessária. Na eventual necessidade de um campo maior de imagem, dois ou mais volumes podem ser adquiridos para complementar o exame. Em odontologia, a grande maioria das necessidades de exames tomográficos se limita a áreas especificas da boca. É um exame altamente adequado para avaliação de estruturas dentárias e dos tecidos ósseos adjacentes. O pequeno volume é a escolha adequada nos casos em que a alta resolução se faz necessária como a endodontia, reabsorções, implantes de alguns elementos, ATM e patologias.
Figura 5. Representação de imagem adquirida em aparelho de pequeno volume

Figura 5. Representação de imagem adquirida em aparelho de pequeno volume

  • Aparelhos de grande volume:
    Os aparelhos de grande volume (Figura 6) adquirem um volume de imagem maior que 8×8 cm, geralmente 12x12cm a 18x22cm. Eles possuem maior dose de radiação e qualidade de imagem inferior aos de pequeno volume. Vale ressaltar que a dose de radiação é superior a de pequeno volume, porém muito inferior a tomografia médica. As tomografias de grande volume podem gerar reconstruções multiplanares com visões tridimensionais e bidimensionais, como tele radiografias lateral, frontal, axial, radiografias panorâmicas virtualmente sem distorções. Estes aspectos auxiliam especialidades em que uma grande área precisa ser analisada, como implantes múltiplos, grandes patologias, ortodontia e traumatologia.
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Figura 6. Representação de imagem adquirida em aparelho de grande volume

  • Aparelhos de grande e pequeno volume:
    Novas gerações de tomógrafos estão sendo desenvolvidas com o intuito de unificar grande e pequeno volume. A dose de radiação de um exame cone beam dependerá da marca e do modelo do aparelho, configurações de quilovoltagem (KV), miliamperagem (MA), tempo de exposição e abrangência do volume do exame 23,32. A dose de um exame de tomografia cone beam  dos principais modelos comercializados no Brasil equivale, na média, a aproximadamente um exame periapical boca toda com filme 14, de 4 a 15 panorâmicas 33 e apenas de 1,3% a 6,4% da exposição de uma tomografia médica de face 22,23,27,29,33.

O que a tomografia cone beam possibilita além do exame:

Além da riqueza de detalhes que deste exame tomográfico, que pode gerar uma infinidade de imagens e proporcionar um diagnóstico detalhado, atendendo as reias necessidades do paciente e seu profissional. A partir de um exame de tomografia cone beam também é possível executar várias análises, protocolos e até confecções de materiais que auxiliam no tratamento do paciente. Como exemplo temos:

  • Prototipagem
  • Cirurgia Guiada
  • Protocolos e Análises 3D
  • [Saiba +]

Principais vantagens entre a tomografia cone beam sobre a tomografia médica tradicional

  1. Aparelhos mais compactos
  2. Maior resolução (voxel isotrópico e isomórfico), acarretando maior nitidez das imagens
  3. Pequeno FOV – possibilidade de imagens somente da região de interesse
  4. Menor quantidade de artefatos  metálicos
  5. A maioria dos aparelhos o paciente é posicionado sentado e não deitado como na TC médica, aumentado o conforto e aceitação dos pacientes. Os exames de ATM e dos seios maxilares são mais precisos com o paciente em posição vertical.
  6. Menor tempo de exposição  e menor  dose de radiação do que a TC médica.

Exames radiográficos tradicionais versus tomografia cone beam

As radiografias extrabucais e intrabucais são exames de grande valia para a odontologia. Muitos cirurgiões-dentistas reconhecem que apesar dos benefícios, estes exames apresentam grandes limitações, principalmente devido à sobreposição de imagens. Outras limitações presentes, envolvem a necessidade de extensa perda óssea, de 30% a 50%, para que a imagem de rarefação comece a aparecer em um exame radiográfico periapical 3-5. A tomografia cone beam permite uma melhor uma alta acurácia 8,15,17,26 frente a outros métodos de obtenção de imagem, distinção entre os tons de cinza, com tecidos com diferenças de densidade da ordem 0,5%, sendo que na radiologia convencional este limite situa-se entre 5% a 10% 31. Então a tomografia chega a ser de 10 a 20 vezes mais sensível que o exame convencional para verificação de variações tonais.

Muitas outras limitações inerentes as radiografias convencionais incluem dentes com fraturas, periodontites ocultas apicais, reabsorções, entre outras.

Uma desvantagem da tomografia cone beam em relação aos exames radiográficos convencionais é a formação de artefatos (bem mais evidentes na tomografia médica) que acontecem principalmente próximos de corpos de alta densidade, como os metálicos (núcleos intraradculares, coroas e restaurações metálicas).  Este efeito é chamado de “beam hardening” ou endurecimento do raio. O beam hardening  pode acontecer de forma discreta devido a presença de esmalte com grande espessura, como superfície oclusal  de pré-molares e molares, com projeção de uma imagem radiolúcida, escura, em um dente visinho, semelhante a uma cárie, razão esta que ainda podem ser necessárias tomadas radiográficas interproximais ou periapicais complementares. O radiologista deve estar preparado para identificar o formato deste efeito, que tem a formação da imagem de acordo com as características dos corpos vizinhos, através do rastreamento tridimensional. Estes artefatos tendem a diminuir com a sofisticação dos softwares e sensores.

Aplicação em diferentes especialidades
As aplicações nas mais diversas áreas são inerentes, para citar algumas das mais beneficiadas atualmente com esta tecnologia:

  • Cirurgia
  • Implantodontia
  • Ortodontia
  • Endodontia
  • Periodontia
  • DTM
  • Diagnóstico por imagens

CIRURGIA
1) Avaliação tridimensional das estruturas anatômicas;
2) Avaliação de margens de reparos anatômicos;
3) Possibilidade de acompanhar o trajeto de canais e outras estruturas anatômicas;
4) Avaliação tridimensional de patologias ósseas;
5) Avaliação das margens de patologias ósseas;
6) Avaliação de densidade de processo patológicos de forma visual e com a escala HU;
7) Avaliação tridimensional de dentes retidos;
8) Relação lateral e em profundidade das raízes de 3º molares inferiores com o canal mandibular;
9) Posição vestíbulo-lingual dos 3º molares com estruturas vizinhas;
10) Avaliação tridimensional de linhas de fraturas e deslocamento de fragmentos;
11) Controle com precisão, por volume e densidade, do grau de regressão ou progressão de lesões ósseas e reparos cirúrgicos;
12) Avaliação detalhada para implante;
13) Permite reconstruções tridimensionais, por prototipagem, de biomodelos da face ou segmentos desta.

IMPLANTODONTIA
1) Avaliação precisa de espessura óssea;
2) Avaliação precisa da altura óssea;
3) Variações anatômicas não percebidas em outros exames;
4) Avaliação de densidade óssea;
5) Espessura de corticais;
6) Qualidade do trabeculado ósseo;
7) Avaliação de volume necessário para área receptora de enxerto ósseo;
8) Avaliação de volume necessário para área doadora de enxerto ósseo;
9) Escolha da área doadora de acordo com as característica tridimensionais;
10) Avaliação de enxerto ósseo já realizado;
11) Avaliação de progressão de reparos ósseos;
12) Diagnóstico de posição de raízes residuais;
13) Avaliação de estruturas anatômicas nobres como: fóvea submandibular, canal mandibular, forame mentual, canal incisivo de mandíbula, canal incisivo de maxila, forame incisivo, seio maxilar e suas extensões, fossa nasal, entre outras;
14) Avaliação da posição dos implantes existentes com estruturas vizinhas;
15) Confecção de guias cirúrgicos de alta precisão.

ORTODONTIA e ORTOPEDIA FUNCIONAL
1) Avaliações cefalométricas tridimensionais
2) Verificação do posicionamento tridimensional de dentes retidos e sua relação com os dentes e estruturas vizinhas;
3) Grau de reabsorção radicular de dentes adjacentes a caninos retidos, assim como de outros dentes também retidos;
4) Reabsorções radiculares incipientes;
5) Visualização das tábuas ósseas vestibular e lingual e sua remodelação após movimentação dentária;
6) Avaliação das dimensões transversas das bases apicais;
7) Avaliação das dimensões das vias aéreas superiores;
8) Avaliação da movimentação dentária para região de osso atrésico, com rebordo alveolar pouco espesso na direção vestibulolingual;
9) Avaliação da movimentação dentária para região de extensão alveolar do seio maxilar;
10) Avaliação de densidade óssea de forma geral e em áreas críticas de movimentação ortodôntica;
11) Avaliação de defeito e enxerto ósseo na região de fissuras lábio-palatais;
12) Avaliação da cortical óssea – espessura e densidade – e trabeculado, assim como espaços interdentários para instalação de miniimplantes de ancoragem ortodôntica;
13) Medições do exato diâmetro mesiodistal de dentes permanentes não irrompidos para avaliação da discrepância dente-osso na dentição mista;
14) Anatomia tridimensional das dilacerações radiculares;
15) Avaliação de periodontites apicais ocultas em exames radiográficos periapicais;
16) Avaliação tridimensional de lesões de furca ocultas em exames radiográficos periapicais;
17) Fraturas, perfurações radiculares e outras patologias dentárias ocultas em radiografias periapicais;
18) Avaliação tridimensional de assimetrias faciais.

ENDODONTIA
1) Diagnóstico de periodontites apicais ocultas em exames radiográficos periapicais;
2) Avaliação anatômica óssea geral de alta precisão;
3) Avaliação anatômica dentária geral de precisão;
4) Avaliação tridimensional de dilacerações radiculares;
5) Localização de raízes e canais supranumerários;
6) Localização de perfurações radiculares ocultas em radiografias periapicais;
7) Localização de fraturas radiculares ocultas em radiografias periapicais;
8) Diagnóstico de reabsorções radiculares ocultas em radiografias periapicais;
9) Avaliação de limites de lesões apicais;
10) Avaliação dos limites de processos patológicos com estruturas vizinhas;
11) Diagnóstico de lesões de furca;
12) Auxiliar na distinção de diagnósticos diferenciais de periodontites apicais, como alguns reparos anatômicos.

PERIODONTIA
1) Avaliação não invasiva de perda óssea alveolar vertical;
2) Mapeamento tridimensional de perda óssea alveolar;
3) Avaliação detalhada do suporte ósseo existente;
4) Eleição de áreas para enxerto ósseo;
5) Avaliação de periodontite apical oculta em exame radiográfico periapical;
6) Avaliação tridimensional de lesão de furca, incluindo as ocultas em exame radiográfico periapicais;
7) Controle de reparo de enxerto ósseo;
8) Diagnóstico de fratura radicular oculta em exame radiográfico periapical;
9) Diagnóstico de perfuração radicular oculta em exame radiográfico periapical;
10) Avaliação anatômica de alta precisão para colocação de implante.

DTM – Avaliação de:

1) Avaliação dos tecidos duros da ATM
2) Avaliação dos espaços articulares
3) Avaliação dos deslocamentos condilares
4) Avaliação dos posicionamentos condilares no sentido antero-posterior
5) Avaliação dos posicionamentos condilares no sentido médio-lateral

DIAGNÓSTICO BUCO-MAXILO-FACIAL
1. Lesões do complexo buco-maxilo-facial com envolvimento ou suspeita de envolvimento ósseo.
2. Os benefícios de praticamente todas as áreas também são inerentes ao diagnóstico buco-maxilo-facial como um todo.

É muito fácil e direto o pedido de exames de tomografia. Basta incluir: a área de interesse; o que o levou a esta indicação; as condições clínicas mais significativas. Exemplos: 1. tomografia do dente 13 retido. Verificar integridade das raízes dos dentes vizinhos; 2. tomografia na região do dente 46 (ausente). Verificar altura e espessura óssea. Avaliar posição do canal mandibular; 3. tomografia bilateral da ATM. Dificuldade de abertura bucal e presença de dor; 4. tomografia de maxila e mandíbula. Avaliação completa para implantes; 5. tomografia dos dentes 12 e 11. Suspeita de fratura radicular; 6. tomografia para cefalometria tridimensional.

O dentista recebe o laudo juntamente com as imagens que podem estar impressas em papel fotográfico ou filme, com os cortes mais representativos e reconstruções tridimensionais. Hoje em dia a radiologia digital é uma realidade e um CD ou DVD com todos os cortes obtidos a partir do volume original acompanham o exame. Softwares para a visualização dos exames tridimensionais podem ser instalados no computador do dentista ou executável do próprio cirurgião-dentista com as imagens do paciente. Assim, o dentista tem acesso a navegação dos 3 planos do espaço, X-Y-Z (Figura 7). É uma ferramenta extraordinária, pois o profissional pode navegar pelo volume, aplicar zoom, fazer suas próprias mensurações, explicar o plano de tratamento ao paciente, realizar cirurgias virtuais e consultar colegas via internet.

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Recebimento de um exame de Tomografia computadoriza  cone beam

O dentista recebe o laudo juntamente com as imagens que podem estar impressas em filme, com os cortes mais representativos e reconstruções tridimensionais. Hoje em dia, a radiologia digital é uma realidade e um CD com todos os cortes obtidos a partir do volume original acompanham o exame. Softwares para a visualização dos exames tridimensionais podem ser instalados no computador do dentista ou executável do próprio cirurgião-dentista com as imagens do paciente. Assim, o dentista tem acesso a navegação dos 3 planos do espaço, X-Y-Z (Figura 7). É uma ferramenta extraordinária, pois o profissional pode navegar pelo volume, aplicar zoom, fazer suas próprias mensurações, explicar o plano de tratamento ao paciente, realizar cirurgias virtuais e consultar colegas via internet.

Interpretação do exame de tomografia

Ao receber o exame, inicialmente há a necessidade da interpretação da origem dos cortes que geralmente vem com uma indexação numérica em uma imagem facilmente reconhecível, como a vista panorâmica ou um segmento desta (Figura 8). Estas imagens de indexação são obtidas pelo próprio exame cone beam e servem também como meio de diagnóstico. Há outras formas de indexações como a navegação sincronizada nos 3 planos do espaço (Figura 9).

O exame de Tomografia Computadorizada i-CAT produz imagens com alta nitidez e é de fácil interpretação.

O sistema cone-beam é muito versátil e produz reconstruções de imagens em forma de cortes transversais, panorâmico, axial, coronal, sagital, entre outros.

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Observe na imagem abaixo, que o número na porção superior de cada corte transversal corresponde a região com o mesmo número na base da  imagem panorâmica. Ao seguir no  sentido vertical, observa-se a origem dos cortes. Esta manobra pode ser feita até com uma régua comum.

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As imagens presentes no filme, identificadas na proporção de 1:1, são de tamanho real. Caso necessite de alguma medida adicional, esta pode ser executada no software i-CAT Vision ou de uma forma simples, com uma régua comum medindo diretamente em cima do filme.

SERV-TOMO-Aba6Fig3

O cirurgião-dentista radiologista deve estar cientificamente muito bem preparado para analisar os exames tomográficos, interpretar as imagens nos 3 planos: axial, sagital e coronal.  O laudo deve incluir as informações de todo o volume e não apenas da área do pedido radiográfico, de maior interesse no exame. A aceitação de um laudo parcial por um cirurgião-dentista faz com que o mesmo se torne responsável por essas áreas não descritas no laudo pelo radiologista.

Planejamento utilizando tomografia cone beam

Planejamento com imagens cone beam é mais preciso do que nos exames convencionais. Bjerklin & Ericson6 mostraram que 43,7% dos casos de planejamento de caninos superiores retidos foram alterados após a realização de tomografia cone beam.

A empresa Adobe lançou, pela primeira vez, o Adobe Photoshop CS3 Medical, com ótimos filtros para interpretação fina de imagem Dicom, assim como preparo do exame. Já existem bons e sofisticados softwares para planejamento, como o Dolphin na área de Ortodontia, o Simplant  e o Nobel Biocare na área de Implante, o DentalSlice na área de planejamento cirúrgico (DentalSlice da Bioparts – Figura 9), entre outros.

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